| Oitava Versão |
(terra colada a terra, topo a topo, ao contrário) É a Besta, a Fera, com o seu olhar vesgo cerúleo aterrador, tricórnio azul da sua divindade enterrado na cabeça, nariz grosso, enorme, disforme, sobrancelhas espessas e boca a exalar fedor a prepara-se para engolir-nos sem qualquer pressa pois sabe de antemão que o Deus Bom não nos ajudará a fugir antes de Impostor nos deglutir! Desde criança, decora o tricórnio com maldade, vaidade e intolerância e é pior do que Cronos ou Saturno de Goya, deuses da era da Roma Antiga e de Tróia que engolem, hora a hora, as horas do tempo e que, infelizmente, a Fera não aproveita para exemplo pois a sua boca fedorenta escancarada engole homens e tempo de uma mesma assentada! Senhor dos fenícios, dos patrícios, dos romanos. dos ateus, dos judeus, dos iranianos, dos cubanos, dos italianos, dos ingleses, dos franceses e, sobretudo, dos portugueses por que não nos dás um Deus justo e imparcial que seja, como nós, mortal? |
