| Camelo a Perder Pelo |
Camelo que perdes o pelo pareces o meu pobre país, limpo quando eu era petiz e agora um desmazelo! Camelo calmo e sereno, runinas palha e feno e não tens de trabalhar pois sem pagar, comes e dormes nun Zoo no Alentejo, onde, se te chega o desejo, namoras atrás de um brejo ou, então, de um carvalho! Camelo, espelho do meu penar, deverias rir e andar mais bem disposto porque eu trabalho e cobram-me logo um Imposto que, meu desespero tamanho, me tira tudo o que tenho, passando a ser só osso sem carne, nem pele, nem pelo, qual país, nem qual camelo, se sou eu quem perde o pelo, eu é que sou o camelo! |
