Angelo Araújo
Médico, ilustre poeta e coimbrão de quatro costados, admirável conversador, Autor do magnífico livro de poesia Amor, Amor e Mais Nada e, entre muitas outras, das letras e músicas dos fados de Coimbra, Santa Clara, A Balada, Feiticeira, Contos Velhinhos, Maria se fores ao Baile.
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Àqueles que de nós já terminaram Deixando-nos mais sós ... um brinde,
Deste dia O nosso primeiro brinde ...
Façamos todos dos olhos taças de cristal E ergamo-las bem alto num brinde triunfal De lágrimas saudosas que embargam a voz, Mas que são o champagne mais puro Que nós poderemos erguer em sua memória ...
Porque enquanto houver Um que chorar assim Nenhum de nós, dos que fomos, Nenhum de nós dos que ainda somos Terá fim ...
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Lembrei-me que esqueci de me lembrar |
Lembrei-me que esqueci de me lembrar Que, para me lembrar e não esquecer Aquilo que eu teria de fazer..., Era melhor 'screver e não pensar.
Mas aqui surge um "mas"... que é recordar Que não me lembro nunca de escrever, Acabando esta ideia por perder Capacidade e pernas para andar.
Como fazer então? Não sei, não sei..., Lembro-me sempre que me esquecerei E deixo-me ficar parado e triste...
Mas vem-me à ideia a Ideia salvadora: Transformo em Sonho a Ideia redentora Pois no Sonho Memória não existe...
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Jesus porque não te deixaste ficar sempre pequenino e lindo para o Mundo te adorar sorrindo e sem conhecer a Cruz?
Porque não te deixaste ficar sempre pequenino e lindo para te podermos adorar sorrindo?
Ah! Meu Jesus pequenino era bem melhor viver sorrindo e adorando-te menino..., do que rezar chorando ao pé da tua Cruz!
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