Cavalgada ao luar


Perfis possantes e contudo
Tão soltos e elegantes
Dos cavalos galopando nas areias
Das praias míticas da minha infância
Nas noites de luar incandescente
Tórrido como o sol do meio-dia

Pois nada acalma a lua ruiva de Agosto
Nem os cavalos ruivos com cio
Que desabridos entram pelo mar

Um par a galopar uma viragem
E eis que deslassos se espojam na areia
Que as ondas cúpidas vêm banhar
E o abraço ofegante dos cavalos ruivos
Que copulam na areia escaldante
Sob a carícia ardente do luar.


 

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