| Cruzeiro |
Cruzeiro, que, em pé, sobranceiro, encomendaste nevoeiro para me esconder o prazer, o cio, o rio, o vale ... o que vale e o que não vale ... o que é e o que realmente não é... a fonte, o horizonte, o vinho, o lagar, o mar ... o perigo de em ti acreditar... a mulher, o saber, o carinho, o céu, a tiara, o trigo, a seara... o que é teu e o que é meu, um triste jardim com o som do fim do meu destino a esvair-se no último badalar do sino, e também, o único verdadeiro e derradeiro amor que mantenho... o da minha falecida mãe! E é assim, sem nada conhecer, que me arrasto para ti, Cruzeiro, neste meu Gólgota triste na esperança remota de salvar-me e ao que de bom ainda em mim existe... Mas, uma vez chegado e ajoelhado a teus pés, assaltaste-me, impiedoso, com as mais de mil marés do mar de pecados por ti inventados para engrossarem, dias a fio, o caudal do rio, que já era quase sem água, da minha eterna e imensa mágoa! Cruzeiro assassino, símbolo da cruz que crucificou Jesus, não nos olhes tifo sobranceiro, roja-te no chão ... e pede-nos perdão! |
fawqlnh:
Sábado, 04 Fevereiro 2012 13:48
rvymia:
Quinta, 02 Fevereiro 2012 18:04
agrvcie:
Quinta, 02 Fevereiro 2012 11:43
seaafcgqpys:
Quarta, 01 Fevereiro 2012 16:32
Nevea:
Terça, 31 Janeiro 2012 11:03
