| Minha mãe leva-me à guerra |
Minha mãe leva-me à guerra, tenho fome, quero comer, nada mais sei eu fazer ... Minha sorte, meu destino, mamei logo em pequenino o ódio que tinhas no peito do mal que te tinham feito! Minha roca foi ... uma espingarda de pau; o pião ... metade duma granada; o papão ... o medo ao homem mau e para embalar-me ... tiroteio à mistura com disparos de morteiro! Minha mãe leva-me à guerra, tenho fome, quero comer, nada mais sei eu fazer ... Jovem adolescente, deste-me depois de presente, a catana do homem que esquartejou, vivo, meu pai... apanharam-no, amarraram-no e o Coro disse: matai! Arranquei de mim meus medos e, com ela, sem me apressar, primeiro matei seu filho, meu companheiro de folguedos, antes de desmembrar-lhe o pai! Minha mãe leva-me à guerra, tenho fome, quero comer, nada mais sei eu fazer ... Depois ... sempre com a minha catana, percorri matas e serras, fiz parte de muitas guerras ... fui matando, fui matando ... ... mas eis que surge a Paz, sou homem, não sou rapaz, tenho já vinte anos, não me dão de fazer, tenho fome quero comer ... minha mãe leva-me à guerra! nada mais sei eu fazer! |
cbpusuxmhn:
Sexta, 03 Fevereiro 2012 10:13
wxzdihbyi:
Quarta, 01 Fevereiro 2012 08:24
zzilpq:
Terça, 31 Janeiro 2012 16:40
wixtwbg:
Terça, 31 Janeiro 2012 12:24
Lenna:
Segunda, 30 Janeiro 2012 09:51
